O início do fim da Rádio Continental acontece no último dia de 1977. É quando Fernando Westphalen, depois de sete anos, abandona o projeto. Dois fatores principais levaram ao fim da Continental.

Primeiro: o desgaste de Judeu com a perseguição da censura. A tensão, em conseqüência, era estendida à equipe. Segundo: o início da concorrência de emissoras em FM direcionadas ao público jovem. Como a Cultura Pop (que no fim de 1979 se transforma em Cidade) e Universal. Audiência e faturamento começam a ser diluídos.

A intervenção final

Marcus Aurélio Wesendonk assume o lugar de Judeu em janeiro de 1978 e resiste o que pode contra as investidas da Globo para adotar uma programação popular. No início de 1980, é feita a intervenção definitiva. Não havia mais o que discutir. A Globo impõe uma programação que não lembrava em nada a Superquente. O nome Continental permaneceria até o fim de 1981, quando os 1120 passam a se denominar Rádio Globo de Porto Alegre. O Sistema Globo de Rádio voltou à velha fórmula dos anos anteriores a 1971 e, é claro, não obteve sucesso. Acaba vendendo o canal.

Sonho de uma noite de Verão

Fernando Westphalen analisa que a Continental cumpriu o seu ciclo e, naturalmente, terminou. "Foi um sonho de uma noite de verão", conclui.