Fernando Westphalen, que atende pelo apelido de Judeu desde os 10 anos de idade, foi o responsável pelo fenômeno Rádio Continental, acontecido em Porto Alegre entre 1º de março de 1971 e os primeiros meses de 1980. Com ele, o rádio jovem chegou ao estado. Mais do que jovem, um rádio com preocupações políticas em uma época em que se opor ao regime militar era muito perigoso. E como se isto não bastasse, uma rádio que valorizava os cantores brasileiros e, com iniciativa e produção próprias, destacava os músicos gaúchos.

Fernando WestphalenWestphalen nasceu em Porto Alegre no dia 16 de outubro de 1937. No início da década de 1930, os pais dele, Moysés e Clecy, mudaram-se da região de Cruz Alta para a capital. Seu Moysés foi estudar Agronomia e acabou ficando. A família morava no bairro Rio Branco, a 200 metros do antigo hipódromo, atual Parque Moinhos de Vento, o Parcão. Esta proximidade acabou despertando uma grande paixão. Judeu aos três anos de idade era levado pelo pai para ver as corridas.

Louco por turfe e por rádio, o primeiro emprego foi uma diversão: narrador de corridas de cavalo. Com 18 anos, paralelo aos estudos no Colégio Júlio de Castilhos, começou na Rádio Metrópole. Depois passou pela Gaúcha, Continental, Difusora e Guaíba.

Judeu estava na Rádio Difusora quando foi chamado pela Guaíba para substituir o locutor de turfe Luís Vicente Goulart de Macedo, um dos “M” da MPM Propaganda. A MPM estava abrindo um escritório no Rio de Janeiro e Macedo iria chefiá-lo.

Em 1963, com 24 anos, Judeu vai da Guaíba para a MPM Propaganda. Àquela altura, a maior agência do Rio Grande do Sul. Pouco depois, uma das maiores do Brasil.