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O noticiário das 8h da manhã de 25 de agosto de 1973, um sábado, é o mais lembrado da história da Rádio Continental. O que mais causou polêmica. Custou uma punição à emissora, tirada do ar por três dias, e marcou a vida do redator Oscar Flores Filho.
Naquele 25 de agosto, Oscar chega à rádio às 7h e, como de costume, faz a escuta do Rádio Jornal Guaíba Sulbanco. Duas notícias chamam a atenção e Oscar resolveu aproveitá-las no 1120 é Notícia das 8h. Uma delas, era a abertura, naquela manhã, da 36ª Expointer, que teria a presença do ministro da Agricultura, José Francisco de Moura Cavalcanti. A outra, também pela manhã, a solenidade de entrega da Medalha do Pacificador, uma das mais altas honrarias concedidas pelo Exército brasileiro. A solenidade seria no Parque da Redenção.
Documento do SNI obtido junto ao Arquivo Nacional, em Brasília, reproduz as frases consideradas ofensivas ao Exército brasileiro. Também pudera, Oscar trata a entrega da mais alta horaria militar como "distribuição de latinhas". O locutor Wladimir Oliveira, ao ler o texto antes de ir ao ar, ficou preocupado. - Oscar, tu vais botar isso aqui no ar? O jovem jornalista não vacilou. - Vou. Diante da convicção, Wladimir disse apenas um “tá bom”.
E a bomba foi colocada no ar.
A conseqüência viria dois meses depois. A rádio é tirada do ar por três dias.
As fotos aqui são do lançamento do livro, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country, em Porto Alegre. Estiveram presentes, entre tantos outros, Fernando Westphalen e família, o prefeito José Fogaça, Marcus Aurélio Wesendonk, Cascalho, Júlio Fürst, Clóvis Dias Costa, Luiz Coronel, Nélson Coelho de Castro, Francisco Anele Filho, Hermes Aquino, Cláudio Vera Cruz, Beto Roncaferro, Wladymir Ungaretti, Wladimir Oliveira, Carlos Couto, Marina Lima, Toneco e Eloy Terra. Na foto de cima, Lucio, Cascalho, Fogaça e Hermes Aquino. Na foto seguinte estão Anele, Orlandini, Lucio, Marcus, Cascalho, Judeu e Clóvis Dias Costa. Agachados: Beto Roncaferro e Couto.
O livro, editado pela Insular, tem um CD encartado com alguns dos principais músicos que participaram do movimento musical de Porto Alegre nos anos 70. A obra apresenta documentos inéditos - arquivados pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) - e que apontam a Continental como uma emissora "a serviço do comunismo internacional". Para ver a capa ampliada, basta clicar na imagem. O livro pode ser comprado na Livraria Cultura ou em lojas online, inclusive da própria Editora Insular (www.insular.com.br) |